Falta no mundo olhar de criança, porque é o único que realmente vê.
Falta ardor de primeira paixão, porque é a única que se permiter ser por
inteiro. Falta coragem de coração virgem de desapontamentos.
Falta fingir um pouco, talvez. Fingir que a vida é tão bonita quanto
pintam os apaixonados, sempre tão fresca como manhã de outono.
Falta coragem. Coragem de permitir-se os extremos. Extremos de quem se é,
do que se sente, do que se quer, de quem se quer quem sabe. Extremos talvez
egoístas de fecharem-se em si mesmos com a própria poesia.
somando todas as faltas, o que nos resta é nada mais que a versão mais
rara de nós mesmos.
(via juliaknychala)





